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Actividades durante o mês de Fevereiro de 71
Durante o mês de Fevereiro
de 1971, continuou a verificar-se que o IN não se manifestou com
a implantação de engenhos explosivos no I.P.R. deste Sub-Sector.
Manifestou-se no entanto
com a implantação de 1 Mina A/P, na Serra JÉCI, durante o
desenrolar da operação “AUDÁCIA 5” da C.CAÇ. 2668, engenho que
accionado involuntariamente, causou ás NT 1 ferido grave e um
ferido ligeiro.
Poderá atribuir-se esta
atitude do IN ao facto de se encontrarem armadilhados pontes, e
pontões e muitos acessos ao I.P.R. deste Sub-Sector, medida que
certamente comprometerá a sua liberdade de movimentos nas
proximidades dos itinerários existentes, mas cuja acção não se
faz incidir em plena Serra JÉCI onde se verificou o accionamento
da mina A/P anteriormente citada.
Embora sob acção de
condições climatéricas muito desfavoráveis para operações, com
chuvas torrenciais, grandes áreas de terreno submersas, elevado
caudal dos rios, mau estado das picadas o que muito dificulta
todos os movimentos tácticos e logísticos, as NT continuaram a
desenvolver intensa actividade operacional.
Foi exercida eficiente
acção na segurança a colunas Logísticas com picagens e protecção
contínua e descontínua nos itinerários.
Foram executadas numerosas
operações com missão e batida, montagem de emboscadas, golpes de
mão e de procura insistente da captura de prisioneiros e do
maior numero possível de informações sobre o IN, com vista á
localização dos seus locais de refúgio e á captura de material
de guerra e documentos.
Em todas as acções se
procurou recuperar populações fugidas, exercendo junto das
mesmas eficiente acção psico-social.
Foram levadas a efeito as
seguintes operações, embora sem contacto com o IN.
C.CAÇ. 2667 ( F.I.S.)
Operações “GAVIÃO 1,2,3,4
e 5”
C.CAÇ. 2668
Operações “AUDÁCIA
1,2,3,4 e 5”
C.CAÇ. 2669
Operações “VALENTIA
1,2,3, e 4
3ª CCAÇ./BC20
Operações “DECISÃO 1,2,3,4
e 5
Em Fevereiro de 1971
apresentou-se em UNANGO vindo da Ba “GUNGUNHANA” o Ex Soldado da
1ª CCAÇ/BC 16 ANTÓNIO ABDALA, sendo portador de 1 arma
automática ALESHNIKOV e 1 pistola PARABELLUM.
Esta praça havia desertado
em 30 de ABR70 quando a 1ª . CCAÇ/BC 16 se encontrava ainda
sedeada em UNANGO.
Este Soldado nas
declarações que prestou logo após a sua apresentação, relata
longa série de maus-tratos, fome e privações que suportou
enquanto se manteve sob controlo do IN.
Em 21 de Fevereiro,
comemorou-se o 1º aniversário da chegada da unidade á R.M.M. O
programa das comemorações, excelentemente aceite por todo o
pessoal do B.CAÇ. e população nativa, constou de:
- Hastear da Bandeira Nacional com formatura Geral.
- Leitura do editorial a publicar no jornal da Unidade, o
“HORIZONTE” e que se intitula “UM ANO”.
- Missa de acção de graças.
- Refeição das praças com a assistência de todos os Srºs.
Oficiais, Sargentos e autoridade Administrativa, com a
participação das autoridades Tradicionais de MACALOGE.
- Desafio de futebol entre uma equipa militar e outra civil.
- “Vinho de Honra” associando a população civil ás festividades
(distribuição de um copo de vinho aos adultos e rebuçados ás
crianças).
- Programa cultural constituído por teatro (peça em três actos)
e variedades.
Aproveitou-se a
oportunidade destas comemorações, para exercer forte acção
psicológica sobre as NT, autoridades tradicionais e população
nativa convidadas para estas comemorações, cujo programa por
todos foi excelentemente aceite.
Foi distribuída aos
nativos a saudação de Sua Exª . O Governador-geral destinada aos
Muçulmanos da província.
Continuam em funcionamento
os botequins com a venda de pão, tabaco e alguns artigos de
cantina afim de atrair a atenção da população sobre os centros
informativos aí colocados.
Por ter sido distinguido
com o prémio “Governador-geral” por acções de campanha, seguiu
em 22FEV via aérea para VILA CABRAL o Soldado António
Monteiro Valente da CCS deste B. CAÇ., afim de gozar 30 dias
de licença na Metrópole.
No período, foi dada
continuidade á acção psicológica desenvolvida desde o
antecedente por esta Unidade, nomeadamente com distribuição de
refeições ás crianças da escola primária e população inválida.
Foram organizados diversos
“Jornais de Parede” com prospectos de acção psicológica que
foram entregues á Admin. Para serem afixados nos aldeamentos e
locais mais frequentados pela população incluindo um também
junto da cantina da localidade.
Têm sido distribuídas
muitas centenas de panfletos de acção psicológica não só para
serem distribuídos aos nativos como também para serem afixados
quer no exterior ou no interior das suas palhotas.
Por meio de avião DO, foi
disseminada grande quantidade dos mesmos prospectos em toda a
zona de acção deste Sub- Sector, especialmente na Serra JÉCI.
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